Patas na Rede

sábado, outubro 14, 2006

Os peixinhos dourados

Os peixinhos dourados

Quinta-feira passada foi o Dia das Crianças e isso me fez lembrar de um episódio que aconteceu quando eu tinha mais ou menos sete anos. Sabe aqueles peixinhos dourados vendidos em saquinhos plásticos? Pois é, eu tinha três deles e era apaixonada por cada um. Minha mãe era quem fazia a limpeza do aquário, mas certo dia antes de ir para a escola, eu decidi fazer a limpeza.

Subi na cadeira e fiquei de frente à pia da cozinha. Fiz tudo como deveria ser feito e meus três peixinhos já podiam voltar ao seu lar limpinho. Pura ilusão! Na hora de colocá-los de volta ao aquário, dois deles pularam na pia e desceram pelo ralo. O desespero tomou conta de mim e desandei a chorar. Fui para a escola aos prantos e chegando na porta minha mãe disse para eu ficar calma porque os peixinhos iriam voltar.

Quando cheguei em casa, para minha surpresa, haviam três peixinhos em meu aquário. A história que me foi contada pela minha mãe foi a seguinte: "Cheguei em casa e fui correndo abrir o ralo para ver se os peixinhos estavam lá e adivinha só? Os dois ainda estavam!"

Na hora eu acreditei e fiquei super feliz por ter meus peixinhos dourados de volta. Porém, tenho uma coisa a confessar. Passados onze anos, descobri que os dois peixinhos que misteriosamente "voltaram" do ralo foram comprados pela minha mãe. Pura inocência a minha.

O perfil do peixinho dourado fica para o próximo post. Aguardem.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Yorkshire

Um vivaz e cativante terrier

O Yorkshire, uma das raças mais queridas pelos paulistanos, se caracteriza pelo contraste da pelagem azul-aço escuro, quase negro, que cobre o dorso com o fulvo-dourado de sua cabeça.

Seu temperamento pode ser descrito com o de um verdadeiro "personagem", nem sempre modesto, imagina-se com estatura maior do que ele é. Tem uma personalidade cativante, com temperamento amigável e vivaz e em geral se dá bem com adultos e crianças, desde que essas respeitem seu espaço.

Em via de regra, é um cãozinho fácil de treinar e bem educado. Adapta-se muito fácil ao ritmo de vida do dono e por seu tamanho "toy" não necessita de grandes espaços para viver, porém ele pode se adaptar tanto a um apartamento com uma pequena área de serviço como a uma casa de campo.
Devido a sua característica de "terrier", é valente o suficiente para defender seu dono de qualquer ameaça.

Origem

A raça nasceu na Inglaterra e descende de cruzamentos entre terriers trazidos da Escócia, mais precisamente o Clydesdale Terrier, o Paisley Terrier e o Skye Terrier.

Durante a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, esses terriers foram trazidos para esse país, junto com seus donos que estavam à procura de trabalho nas minas e tecelagens nos condados de Lancashire e de Yorkshire, onde acabaram sendo cruzados com os cães de companhia, como os Manchesters Terriers, o Silky Terrier, o Halifax Faw, o terrier miniatura preto e castanho e até com malteses.

O Yorkshire foi o primeiro cachorro-projetado a ser desenvolvido. Sua função deveria ser de companheiro e de caçador de ratos. Um cachorro glamouroso, com pelagem macia mas ao mesmo tempo corajoso o suficiente para matar os roedores que infestavam o local de trabalho.

Após a Segunda Guerra mundial, a raça disseminou-se por todo o mundo.

Algumas fotos das raças formadoras:


Skye Terrier


Clydesdale Terrier


Manchester Terrier


Silky Terrier


quarta-feira, outubro 11, 2006

Cuidados com as aves

Cuidados com as aves

Muitas pessoas que gostam de ter animais de estimação e moram em lugares pequenos ou não passam muito tempo em casa, optam por adotar ou comprar aves.

A adoção/compra de pássaros deve ser muito bem pesquisada antes de ser feita. Existem diversas espécies silvestres que, pela proibição do IBAMA, não podem ser comercializadas. A compra desses animais é ilegal. Porém, muitas outras aves são legalizadas e podem ser cuidadas por qualquer um.

Manter um pássaro em casa não é simplesmente comprar uma gaiola, algumas sementes e trocar a água de vez em quando. É dar atenção, conforto e tranquilidade ao animal. É preciso deixar a gaiola (quanto mais espaçosa, melhor) sempre limpa, em um lugar adequado, com boas condições de iluminação para o dia e a noite. A boa alimentação também é essencial, pois cada tipo de ave consome alimentos diferentes, em quantidades diferentes. São alertas que parecem óbvios, mas ainda não são levados a sério por todos.

Diversos pássaros que são mantidos em cativeiro, mesmo sendo bem tratados por seus donos, sofrem de altos índices de stress, que acabam resultando em outras doenças posteriormente. É importante estar sempre atento ao animal, levá-lo periodicamente ao veterinário e não perturbá-lo constantemente (atitudes como ficar com as mãos para dentro da gaiola, mudá-lo muitas vezes de lugar, expor a ave a barulhos intensos ou repetitivos, etc). Os pássaros com casos de stress costumam ter problemas cárdio-respiratórios e alguns deles podem praticar a auto-mutilação, arrancando suas penas, pedaços de pele ou unhas; situação que também ocorre com outros animais, porém mais comuns aos pássaros, que vivem em espaços menores e são retirados completamente de seu habitat natural.

Portanto, pense, analise e procure escolher o animal de estimação que melhor combine com a sua rotina e estilo de vida. Seja grande ou pequeno, cachorro, gato ou pássaro, a atenção dada deve ser a mesma e o tratamento não muda de acordo com o tamanho ou espécie.

Com alguns cuidados simples, é possível garantir a longevidade e o bem-estar de todos os animais.


A ave da foto é a Calopsita, originária da Austrália e legalizada para compra e adoção. É pequena, dócil e de fácil criação. Alimenta-se de frutos e sementes.

terça-feira, outubro 10, 2006

Meu amigo roedor

Meu amigo roedor

Atualmente, gatos e cachorros encontram nova concorrência na disputa do título de animal de estimação. Novos candidatos estão na área: os roedores! Muito mais independentes, limpos e silenciosos, os roedores vêm ganhando lugar na vida das famílias que dispõe de pouco tempo ou espaço.


As espécies variam muito: coelho, ferret (furão), porquinho da índia, hamster, ratinhos de laboratório... Alguns podem se assustar, mas até aqueles ratões enormes, com um rabo de tamanho igual ao do seu corpo, podem servir de companhia. São os twisters, que criados em cativeiro, dispõe de total limpeza e amistosidade (ao contrario dos que são encontrados em esgotos). Apesar de ser muito fácil criar um roedor, eles necessitam cuidados especiais:


-Alimentação
Além da ração, cada tipo de roedor deve comer um tipo de fruta diferente, por exemplo: os porquinhos da índia precisam ingerir uma pequena porção diária de vitamina C, que não lhes é fornecida na ração, através de frutas cítricas ou vitaminas postas na água. Já os twisters, podem ingerir qualquer tipo de fruta que não seja cítrica. A vitamina C pode causar diarréia no seu twister, levando-o a morte. Por isso, deve-se sempre ser consultado um especialista no ato da aquisição para auxiliá-lo.

-Cativeiro

A gaiola ideal para que seu roedor não sofra, tem que ser 4X maior o tamanho proporcional do seu roedor. Além disso, você deve pegar o seu roedor sempre e solta-lo (sobre sua supervisão) em uma área determinada para que ele possa se movimentar. Os menores, como os ratinhos de laboratório, devem dispor de rodinhas para exercício dentro da gaiola, pois por ser muito pequeno e ágil, não pode ser solto.

-Comportamento

Os roedores têm grande inteligência, o que permite-lhes a aprender truques simples e atender pelo nome, assim como cachorros.
Apesar da independência que eles têm, o carinho e colo do dono são sempre muito bem vindos por estes animaizinhos.


-Outros animais
Se você tiver um gatinho em casa, não é recomendado adquirir um roedor, pois, por mais alto que a gaiola esteja o gato pode alcançá-la e assustar o animalzinho. Caso você tenha cachorros, pode ter um roedor, porém, deverá manter a gaiola em lugar alto e certificar-se de que o cachorro não esta por perto na hora de soltar seu roedor.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Para fugir do Shopping

Para fugir do Shopping

Quando não temos o que fazer, logo pensamos em ir ao shopping. Como dizem, shopping é a praia do paulista. Como eu trabalho em um shopping, em minha folga eu quero fugir para um lugar diferente. Por que não mudar sua rota em um final de semana e visitar o zoológico?

No mês passado resolvi ir ao zoológico com meu namorado. No começo, ele torceu o nariz. Aí convidei um casal de amigos nossos e ele ficou um pouco mais animado, mas não sabia o que o esperava.

Conclusão, ele e nossos amigos adoraram. Eu já tinha certeza que iam gostar, pois adoro ir para lá. Se pudesse, iria todos os finais de semana. Um passeio muito relaxante, observando a natureza e os animais. Além de tudo, é um passeio super barato.

Eu tirei pelo menos umas 150 fotos e voltaria lá para tirar mais de alguns animais que não estavam muito dispostos para aparecer.

O Parque Zoológico abre às 9:00 e fecha as 17:00. Só fui embora quando um guarda me expulsou bem na hora que estava tirando uma foto do hipopótamo pulando na água. Que sem graça...Perdi a foto e estou doida para voltar lá!

Há também um passeio noturno, que custa R$60,00, mas acho um pouco impróprio. No site diz: "Passeio Noturno é uma atividade oferecida pela Fundação Parque Zoológico de São Paulo, onde os participantes podem ver, ouvir e sentir os mistérios da vida noturna do Zoológico e da Mata Atlântica!". Acho que até deve ser interessante, mas você gostaria de ser acordado no meio da noite para sorrir para um desconhecido? É, acho impróprio mesmo!

Lá, senti falta de alguns animais. Só havia uma girafa, um elefante e a jaula do orangotango estava vazia. Além destes, muitos outros não estavam por lá. Foram mortos sei lá por quem e parece que já esqueceram o caso.

Há também o Zôo Safári, deve ser um ótimo passeio também.Talvez na próxima folga!

domingo, outubro 08, 2006

Comércio Ilegal

Comércio Ilegal

Quantas vezes você já se deparou com um enfeite de asas de borboletas? São visivelmente bonitos, mas o que muita gente não sabe é que muitas espécies de borboletas estão em extinção, assim como muitas outras espécies de animais da Flora Brasileira.

Assim como as borboletas, milhares de papagaios, jabutis, araras, macacos, passarinhos e tantos outros animais da Fauna Silvestre vêm sendo vítimas de um comércio ilegal que movimenta cerca de
2 bilhões de dólares por ano.

Sendo assim, se for comprar um passarinho ou outro animal que pertença a uma dessas espécies ameaçadas, pense duas vezes nos maus-tratos a que eles são submetidos e pense também que você pode estar ameaçando uma grande cadeia ecológica. Se mesmo assim você optar por comprar um animal silvestre, procure um criadouro credenciado do IBAMA.


Pit Bull: a polêmica

Pit Bull: A polêmica

Moro em um prédio com 64 apartamentos. Muitas famílias possuem cachorros por aqui. Poodle, Dachshund, Yorkshire, Maltês, Cocker, Boxer, Bull Terier, Pit Bull...peraí! Pit Bull? Sim, e por quê não?

Ao contrário do que muitos moradores do meu prédio pensam, "Pitty", o Pit Bull do nono andar, não faz mal a ninguém. Ele só é um cachorro como todos os outros citados anteriormente. Passa pela minha cabeça qual seria o motivo de a maioria dos moradores hesitar em tomar o elevador na presença de Pitty. Será por sua cara grande com orelhas pontudas ou por seu porte musculoso? Na verdade, o que as pessoas hesitam é entrar no elevador com aquele cachorro famoso por ataques que aparecem na televisão.

Por incrível que pareça, o Pit Bull não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável e dócil com desconhecidos. É um excelente cão de companhia, é fiel e muito apegado ao seu dono. É notável também o seu amor por crianças.

Além dessas características, a raça ainda possui grande agilidade, auto-confiança e uma incrível resistência.
Pelo fato de a raça não se dar bem com outros cães e também pelo seu físico super musculoso, os Pit Bulls necessitam de proprietários conscientes que sociabilizem cuidadosamente e que treinem a obediência aos seus cães.

É lamentável a forma como os Pit Bulls são vistos pela sociedade. É muito fácil jogar toda a culpa em ser irracional e indefeso que apenas age de acordo com o modo como foi criado. Os verdadeiros culpados pela agressividade de seus cachorros são aquelas pessoas que, com a desculpa da necessidade de ter um animal feroz, treinam indevidamente seus animais.

Agora fiquem com o vídeo mostrando a verdadeira personalidade do Pit Bull.